<$BlogRSDUrl$> /* ----------------------------------------------- Template Design Nome: Grande Chefe Designer: Guilherme ----------------------------------------------- */ Lembranças dos Guerreiros bgcolor="#FEEDDF">

2004/05/31

Luzes câmaras acção 




Começou o Rock-in-Rio-Lisboa. Devido a um trabalho desenvolvido “pértcinho” da organização deste evento, fui privilegiado, com a possibilidade entrar no recinto baptizado com o nome de “Cidade do Rock” e de ouvir, sábado, o fabuloso Ben Harper, e o sempre surpreendente Pedro Gabriel, mais conhecido por Peter, na sexta-feira, tinha levado com o Paul McCartney, que com a idade deve ter-se esquecido da diferença entre actuar ao ar livre para 40.000 pessoas ou num espaço íntimo de uma sala, para umas 500. Mas tirando isso valeu pelo “Hey Jude”. No domingo, foi dia de sofá, a idade não perdoa.
E o privilégio é maior, quando se relembra o preço dos bilhetes 53 euros, por um dia, comparando com outros festivais, tipo Super Rock, Zambujeira, Vilar de Mouros... É, excessivo, e estou a ser parco na adjectivação.
Não, não estou a esquecer-me, este tem um cariz diferente, dizem!?, é para ajudar criancinhas...
Esse aspecto beneficente da organização...
Bem, considerando a existência de uma tenda VIP, espaço destoante, local de encontro de personagens, das revistas de sociedade, de políticos e detentores de fortunas mais ou menos duvidosas, todos eles usando um cartão ao pescoço, embelezado, pela respectiva foto, o qual não estava à venda em bilheteira alguma. Estas figuras, são aquelas, que dão a cara nos ecrãs e nos jornais, afirmando as qualidades beneméritas e até levantam a voz para afirmarem o seu querer num mundo melhor.
Alguns em arrufos de vendedores de time sharing, afirmam comprar bilhetes para a família toda, qual não é o espanto, encontramo-los todos de livre-trânsito ao pescoço. (Se insistirem posso divulgar os nomes!)
O dever de solidariedade é só do cidadão anónimo?
Olha pró que eu digo e não pró que eu faço! Esta é a triste constatação!
Chega de hipocrisias, um mundo melhor não se constrói debaixo da ostentação de uma enorme tenda com o nome de VIP. Nem de sorrisos de plástico, nem de intenções mas de actos.
Lembro Aleixo: Vós que lá do vosso império prometeis um mundo novo...


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2004/05/27

Tempo de repouso 




Eu, pelo menos, quando me sinto cansado dos pêndulos dos relógios, da injustiça, dos automóveis, do bater dos corações, do vento, dos satélites, dos astronautas, das plantas sempre verdes, dos telhados sempre vermelhos, dos homens sempre com cabeça, tronco e membros, recorro aos poetas. Procuro neles a ilusão de outra lógica. Imagino-me na cidade-em-que-as-ruas-arrombam-as-casas e os cavalos correm com mil pernas azuis. Deliro a sonhar o meu retrato com asas. Enlouqueço, em suma, provisoriamente, que é ainda a maneira mais cómoda de repousar.
Agora mesmo, por exemplo, abri a janela e olhei para o céu.
Lá estava a Lua, a tonta! A Lua bolorenta que ninguém estoira com dinamite ou atravessa com flechas. A Lua redonda.
Fechei a janela com furor.
E sentei-me à mesa a desenhar uma paisagem nocturna, saudosamente iluminada por uma Lua quadrada."
José Gomes Ferreira


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2004/05/26

FCPorto - Campeões Europeus de Futebol - 2004 



A ONDA AZUL do mar plebeu português, afogou o vermelho do sangue real monegasco!

Parabéns Porto!


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2004/05/25

Não esquecer 



25 DE MAIO - DIA INTERNACIONAL DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS
Hoje, lembro todos aqueles olhinhos tristes...
Rostos perdidos, indefesos futuros.
Protegidos por promessas, políticas, lei, convenções...

Convenção dos Direitos da Criança
Artigo 8º
1 - Os Estados Partes comprometem-se a respeitar o direito da criança e a preservar a sua identidade, incluindo a nacionalidade, o nome e relações familiares, nos termos da lei, sem ingerência ilegal.
2 - No caso de uma criança ser ilegalmente privada de todos os elementos constitutivos da sua identidade ou de alguns deles, os Estados Partes devem assegurar-lhe assistência e protecção adequadas, de forma que a sua identidade seja restabelecida o mais rapidamente possível.

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."



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2004/05/24

Ele há dias... 



O que foi
Que me sobrou da vida?
Uma parede vazia,
Para dependurar
Mentiras emolduradas!
Abro a janela
Para ver
A primavera que passou...
Da vida
Que foi que me sobrou?

Um grande zero
Num rosto perplexo,
Dois olhos de pedra,
Lividos,
Onde um dia
Cantava uma fonte
Que depois secou...
(Julieta Lima)


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2004/05/20

O empregado do mês 



O novo Director Geral dos Impostos vai ganhar, qualquer coisa como 60.000 €.
Admiração?! Não!... De acordo com as regras de requisição da função pública, o requisitado deverá auferir, precisamente o mesmo que auferia no local de origem.
Esperemos, que no final do europeu não vão buscar o Scolari, para Director Geral do Desporto!...

Este é o nosso novo empregado, como patrões que somos, será que lhe podemos pedir um adiantamento?... Não consegui arranjar uma foto melhor.
Este jovem era o meu gerente de conta, lá no BCP, acham que mude de banco? Passo a entregar todo o meu ordenadinho, ao fisco!
Disparate, eu já faço isso, diariamente.
Agora, sei que é bem empregue!

Recebemos sinais de fumo furiosos da parte do senhor visado, neste post, a verdade tem de ser reposta, o senhor não aufere aproximadamente 160 salários minímos mas somente 75! A verdade está reposta!


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2004/05/19

Silêncio 



Dor, o mundo escurece, a beleza desvanece, os olhos como espelhos da alma, escondem-se atrás do mar. A alma quebra-se. O pai. Aquele ser sagrado, imortal, intocável de mãos firmes, peito acolhedor e palavra certa retirou-se deixou-te. Dor incalculável, ferida que jamais sarará.
Este conjuração de sentimentos é familiar, conseguir palavras, ou arranjar gestos para a apaziguar, parece-me tarefa semelhante a tentar conter a força de um relâmpago.
A distância geográfica, não permite ir ao teu encontro Luma, horrível impotência.
A vontade de “postar”, seja o que for desvanece-se.
A tribo está de luto.

Prece (Fernando Pessoa)
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!


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2004/05/18

Karol Wojtyla  



Quando ouço este nome, penso, não me é estranho! Para a geração mais nova, mais desligada, será um nome, lá do leste. Até já ouvi, algo como "quem é essa gaja?"...
Em 1920, no dia de Maio marcado com o número 18, nasceu o homem, a quem foi dado, estranhamente talvez, o nome de Karol. Mias tarde, 16 de Outubro de 1978, uma reunião em Roma de uma mão cheia de homens vestidos de vermelho, vindos dos mais diversos locais do mundo, e com uma boina na cabeça, resolveram mudar-lhe o nome, não sei se tinham ouvido questões, como a que referi atrás, para João Paulo II.
E a responsabilidade de gerir, não uma nação, não uma empresa, nem uma família, mas uma mescla de sentimentos, consciências, poderes que o fizeram desistir dos seus próprios, caiu-lhe inteirinha sobre os ombros.
Por tudo o que teve de abdicar, por todo um passado, pela forma como se agarra à vida apesar do sofrimento. A tribo diz, sem medos, Parabéns Giovanni, Papa.


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2004/05/17

Do Baú... 



Não sei se ainda estou na ressaca de ontem. Mas hoje acordei saudosista, (não das velhas glórias clubistícas), coisas da infância, como por exemplo este poema de Nicolau Tolentino, desde manhã não me sai do ouvido, e de ouvir vezes sem conta declamado pela minha irmã, o decorei (acho!). Recordo-o, com o mesmo sorriso, de quem recorda uma história para adormecer.

Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz com a doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»

- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...


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2004/05/16

As cores... 



Eram cerca das 18h30, quando o azul celeste, começou a dar lugar ao vermelho.

E a noite em Lisboa ficou Encarnada!


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2004/05/14

Pedras a cantar 



Já temos no panorama musical uma pedras bem cantantes, e até rolantes... mas uma pedra como a JOSS é definitivamente uma benção da Mãe Natureza. Associar uma voz como esta a um exemplar de pedra destes é duplamente maravilhoso.

REFLETINDO
Tenho estado afastado da introdução de textos, embora quase diariamente espreite as "Lembranças dos Guerreiros", porque não pretendo surgir sempre com idéias negativas ou desmotivantes, ainda que a nossa vivência do dia-a-dia nos empurre para tal modo de ver. São os aumentos dos combustíveis, são as concertações políticas para "redução" da despesa pública 2004/05/12 Porque votar!? Partidos acertam lei que permite aos autarcas acumular salários, são os escândalos de "apito dourado" e de pedofilia, enfim um rosário de situações que quanto mais não seja vão alimentando a nossa comunicação social e assim contribuindo para a redução do desemprego (ou não aumento).
Por tudo isto as JOSS's deste mundo são cada vez mais importantes, visto que trazem um sopro de esperança na continuidade desta humanidade.

Aproveitem para ir ouvindo outras lufadas de ar fresco, que também aparecem neste jardim à beira-mar plantado, visitem DWELLING - encontram o Link aqui no blog - e informem-nos de outros casos felizes cá pelo burgo.

Bom fim-de-semana


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Fui ali Observar e seguindo o conselho do André, matei um tempinho a fazer este teste. E...


What Famous Leader Are You?
personality tests by similarminds.com

Que melhor resultado poderia ter?!...
Não haverá uma foto do Gerônimo?...
Agora é a vossa vez! Divirtam-se


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Ouço, Joss Stone e repouso os olhos numa voz.


I had a dream last night
What a lovely dream it was
I dreamed we all were alright
Happy in a land of oz
Why did everybody laugh when I told them my dream?
I guess they all were so far from that kind of that scene
Feelin real mean

I heard a song last night
What a lovely song it was
I thought I'd hum it all night
Unforgettable because..
(...)


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2004/05/12

Porque votar!? 



Partidos acertam lei que permite aos autarcas acumular salários.
Aconselho a leitura deste artigo do DN. Depois de ter apanhado algumas das bocas do PM, na entrevista de ontem, daquelas que de tanto repetir, se tornaram dogmas, como sejam: "a retoma está à porta", "a redução da despesa pública é de extrema importância para baixar o deficit", vejo que realmente é verdade, só que a porta não é minha e a despesa pública é só alguma.
De realçar que segundo a notícia, o consenso nesta matéria foi alcançado... pudera. O BE, não é citado. Será por não ter autarcas?
Que vontade de votar dia 13!...


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2004/05/11

Eternidades... 



Salvador Dali faz hoje 100 anos, apagar todas estas velas são os custos da imortalidade de um ... no mínimo génio.

Para junto de Dali partiu no Domingo passado, Brenda Fassie, voz de ouro do Soweto", chamada de "Madonna das townships".
Despontou para o mundo quando um caçador de talentos, a descobriu a cantar num bairro de lata da Cidade do Cabo, aos 14 anos de idade.
Interprete de kwaito, a versão mais lenta e pesada do house, condimentada com o calão local, usado entre as gentes mais jovens das townships da África do Sul, nos inícios dos anos 90.
O sucesso, não a fez largar os circuitos marginais do Soweto. Os escândalos relacionados com a sua vida sexual, conjuntamente com as drogas pesadas e o cancelar de concertos, foram uma constante da sua existência.
Escutar a sua voz em "Nomakanjani?" o seu melhor álbum de sempre, é embarcar numa viagem por África nas asas das borboletas de Dali.



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2004/05/10

Datas não são o meu forte... 



Pois é o Abrupto, comemorou o primeiro ano on-line e nós recém-nascidos, não queremos deixar de o saudar por esse facto.
Embrulhado em papel, azul lustroso com um laço laranja, (não existe qualquer intenção nas cores escolhidas) aqui fica o Poema em Linha Recta, de Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


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2004/05/08

Velando 





Menino que vives p'la rua
E és ainda jardim por florir,
Se soubessem da vida que é tua
Teus olhos não queriam sorrir.

Menino que vives descalço
E moras no bairro do medo,
Onde acabam teus dias em falso,
Onde vais chorando em segredo.

Menino que corres ao vento
Sem ter ninguém para te embalar,
Deixa-me levar o teu tormento
E guarda-lo lá longe no mar.

Que sonhos se perderam contigo!
Que brinquedos não tiveste para amar!
Menino feio, sou teu amigo,
Menino pobre, vamos brincar...
Eduardo Filipe


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Gilene Barros, não é só mais um nome, é só mais uma criança! Há perto de 2 ano atrás passou rapidamente pelas telas das casas de quem assistia ao telejornal da SIC. No meio de uma garfada de arroz, de um gole de vinho tinto, de um bocejo ou um toque no botão do comando de mudança de canal, não são coisas para ver ao jantar.
Daqui do alto de todo o progresso ocidental, a Europa Unida continuar a assistir impassível à morte de milhares de crianças. Em atitudes magnânimes, da mesa europeia caem migalhas e os olhos marejam-se de água ao saber-se que a Lisboa chegou uma menina de 6 anos, deixada pelas luzes da TV, numa enfermaria onde tinha como companheiros os doentes terminais, no mesmo local onde tinha perdido os pais.
Agora, em estado crítico, a menina está nas boas mãos dos médicos do Hospital da Estefânia. No seu pequeno cérebro tantas interrogações. Em outras tantas cabecinhas pela imensidão de África, outras tantas Gilenes, esperam a Lembrança de quem lhes pode apaziguar o sofrimento.
Afinal, são só crianças!


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2004/05/05

A famiria iscrévéu... 



"Primo rural - Como está meu irmão, isto é, meu primo? Eu estou mal aqui na aldeia Julius Nyerere, as coisas tornaram-se muito difíceis para os ladrões de gado. Sabe o que faz a população? Pega no ladrão, mete num saco e afoga-lhe no rio Limpopo! Estamos cheios de medo, primo. Até já escrevemos para a Alice Mabote, essa senhora que Liga para os Direitos Humanos...

Primo urbano - Eh pá, isso está feio por ai. Eu lhe dou um conselho, caro primo: venha para a cidade. Nós, os ladrões urbanos, estamos numa boa. Ai, no campo, eles afogam o ladrão que roubou o boi. Aqui afogam é o boi. Vocês, pobres criminosos, andam com medo da população. Aqui, em Maputo, é o contrario. Que venha, caro primo! Aqui eu o enquadrarei.

Primo urbano - Lhe digo e redigo meu primo-irmão: junte-se aos bons, isto é, aos maus. Aqui está bem acompanhado-filhos de gente grande e alguns próprios grandões. Se for preso sai logo no dia seguinte. Se demorar a sair agora até há bons advogados que aparecem logo a defender-nos. Não é que tudo seja bom. Por exemplo, a concorrência com ladrões de fora. Isso não está correcto, até já falamos às autoridades policiais. Começam a aparecer criminosos nigerianos, tanzanianos, malawianos, sul-africanos. Eh pá! Então onde está a protecção do empresariado nacional? Então isto é assim - nigerianos da droga já tem lojas e empreendimentos em Maputo. Dão licença sem nos contactarem a nós?

Primo rural - Já tomei decisão - vou para Maputo, juntar-me a si.
."
MIA COUTO
Estes são excertos de textos foram publicados pelo escritor, no Jornal "Domingo", logo após uma onda de criminalidade violenta que varreu a cidade de Maputo, no ano de 1996.
No seguimento da "evolução" postada pelo Psyco, não vou fazer qualquer tipo de comparação entre sociedades, nem comentários sobre a actualidade dos factos.
Fica o colorido da sonoridade das palavras...
Como "postador" não me cabe a mim comentar, né?


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2004/05/04

Nostalgia?!... 



Sou do tempo em que a virilidade masculina se media, pela maior ou menor capacidade de vociferar palavrões em voz alta,
Sou do tempo em que o homem proclamava a igualdade dos sexos não deixando de na rua a olhar como objeto de prazer,
Sou do tempo em que se cuspia para o chão e deitava os papéis para rua,
Sou do tempo em que no trânsito os condutores resolviam todas as situações com insultos e sinais sonoros,
Sou do tempo em que nenhum jogo de futebol acabava, sem uma boa cena de pugilato,
Sou do tempo em que o futebol era usado para esconder os problemas que o país enfrentava,
Sou do tempo em que havia gente que por dificuldades económicas passava uma semana com uma refeição diária composta por uma sopa feita de asa de frango,
Sou do tempo em que só atingiam cargos de chefia os que tivessem algum “padrinho”, ou um curriculum partidário invejável,
Sou do tempo em que só conseguia um emprego com salário médio, o familiar do senhor X, ou o detentor do fator C,
Sou do tempo em que havia licenciados desempregados, e diziam os patrões e sindicatos ser o grande problema a falta de formação dos trabalhadores,
Sou do tempo em que a melhor forma de manter um emprego, era a capacidade de nos tornarmos invisíveis,
Sou do tempo em que os governantes não era confiáveis,
Sou do tempo em que a descrença na importância do voto era crescente,
Sou desse tempo, que pela distância, às vezes me esqueço de lembrar.


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2004/05/03

No dia da Mãe... 



Neste dia, que para nós é cheio de boas e belas recordações, coisa que tanto eu como o meu irmão, por mais de uma vez o demonstramos neste espaço, mas hoje não vou falar daquela porque existo, pura e simplesmente não me apetece. Guardo para o mais intímo de mim a representação dessas emoções.
Mas não poderia dado, o nome deste espaço de deixar de lembrar estas guerreiras, hoje então que se chora mais um assassínio de uma mãe e quatro filhas, em terras da Palestina.

A todas as mães, o escrito por outra mãe.

És muito criança ainda
Decerto não sabes bem
O valor que deves dar
Ao santo affecto da Mãe!
Queremos muito aos nossos filhos
Todos têm igual direito,
Por todos o coração
Pulsa igualmente no peito.

Todos têm o seu lugar
E são elles tão iguais,
Que no coração da mãe
Todos elles são rivais.
São rivais do mesmo affecto,
Amados com o mesmo ardor,
P'ra todos, igual desvello,
P'ra todos o mesmo amor!

Para todos a Deus pedindo
Com fé igual e anceio,
O futuro é um mystério
O presente é um receio!
Tal é a ancia constante
Que deste amor se alimenta,
Queremos um mar de bonança
Sem um dia de tormenta.

Quando chegares a saber d'este affecto a intensidade,
Se eu já não for deste mundo
Sentirás funda saudade!
E se um dia tiveres filhos,
E uma esposa carinhosa
Que te torne a vida bella
E aches tudo côr de rosa,
Vendo o amor com que ella
Os seus filhinhos aninha,
Dirás: 'santo amor de mãe
Também era assim a minha!'

E n'esse grito a tu'alma
Nem dôce affecto tributa
Àquela que já não vês,
Mas que de longe te escuta!
E essa justa saudade
Que tu sentes tão intensa
Será do meu santo amor
A sagrada recompensa!"
Maria Madalena Nogueira, mãe de Fernando Pessoa


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"A vida é curta demais para ter inimigos"
Porque Senna é mais que um simples piloto de formula 1, morto num acidente, é imperdível o tributo do Observador e a visita ao site do Instituto Ayrton Senna.


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