<$BlogRSDUrl$> /* ----------------------------------------------- Template Design Nome: Grande Chefe Designer: Guilherme ----------------------------------------------- */ Lembranças dos Guerreiros bgcolor="#FEEDDF">

2004/11/30

Última chance... 



Meu caro Presidente, que a noite te seja leve, com um sono bem reparador, que traga um acordar forte e uma certeza de que este país precisa de mudar.
A mim, como simples votante, só quero que me dês a capacidade de mostrar à demagogia e ao discurso fácil, chamado populista, que o cansaço se instalou, precisamos de honestidade, capacidade e o saber que um povo não se dirige por imagens, mas por uma forte convicção de o sentir.
Meu caro Presidente, a máquina parou, as instruções são demasiadas e o "loop" esperado aconteceu, não precisamos de outra empresa de software, como a educação, precisamos só da demonstração de necessidade enquanto povo.
Precisamos urgentemente de uma direcção, esta inércia, sem leme é demasiado perigosa.
Vá diz Povo Português, eu tentei, dei-lhes todas as condições, mas a confiança foi defraudada, eles não são capazes, agora está nas vossas mãos. Escolham!
Nunca pensei vir a dizer isto!
Bom sono Senhor Presidente!
(também, nunca esperei tanto de uma almofada)


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I know not what tomorrow will bring»
«Não sei o que amanhã me reserva»
Fernando Pessoa

"Penso às vezes, com um deleite triste, que se um dia, num futuro a que eu já não pertença, estas frases, que escrevo, durarem com louvor, eu terei enfim a gente que me «compreenda», os meus, a família verdadeira para nela nascer e ser amado. Mas, longe de eu nela ir nascer, eu terei já morrido há muito. Serei compreendido só em éfígie, quando a afeição já não compense a quem morreu a só desafeição que houve, quando vivo.

Um dia talvez compreendam que cumpri, como nenhum outro, o meu dever-nato de intérprete de uma parte do nosso século; e, quando o compreendam, hão-de escrever que na minha época fui incompreendido, que infelizmente vivi entre desafeições e friezas, e que é pena que tal me acontecesse. E o que escrever isto será, na época em que o escrever, incompreendedor, como os que me cercam, do meu análogo daquele tempo futuro. Porque os homens só aprendem para uso dos seus bisavós, que já morreram. Só aos mortos sabemos ensinar as verdadeiras regras de viver. "
extracto d' O Livro do Desassossego


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2004/11/25

Entre ... vista 



Com o Primeiro-ministro tudo é plástico. Tudo pode ser ou não ser. Uma coisa corre mal, pode-se mudar, não há problema nenhum. Aconteceu assim e esperava-se que acontecesse assado. Não é muito importante. Fizemos isto. Já estava previsto que o fizéssemos. Tudo é desvalorizado, nada é cortado a direito. Amanhã torce-se a memória de hoje e não fica nada.

Num certo sentido é o que o primeiro-ministro deseja, que fique apenas a imagem, o som, um certo adormecimento colectivo. Um canto, monótono é certo, mas um canto.

Destaco aqui este post do Abrupto, não conseguiria, de forma alguma, espelhar, melhor, a realidade do nosso (des)governo, da entrevista que fala JPP, só retive na memória a grande capacidade do Ministro Chefe, ao afirmar que dada a sua experiência de anos, no contacto com a imprensa, era capaz de ler todos os jornais, logo pela manhã e no record absoluto de 15 minutos. (Aqui que ninguém nos ouve só ouvi isto, mudei logo de canal, não há pachorra!)
O Grande Chefe vem reclamar, o record, ao passar pela banca ele consegue a marca invejável de 5 minutos... (palmas... de pé ... VIVA O CHEFE!!)


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2004/11/24

13 anos...  



Freddie Mercury parece que nunca nos deixaste...
Uma imagem que não se esquece, uma música ...
"Made in Heaven"

I’ll soon be turning, round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I’m aching to be free
The show must go on
The show must go on

Yes, too much love will kill you
And you won't understand why
You'd give your life, you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end...
In the end.

Written in the stars...



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2004/11/22

15.002 dias... 




Foto de: Pedro Gilberto

Pois é, festejei no dia 20, 15.000 dias de existência, não sei se resultado destes dias todos torci o pé e tornei-me mais um coxo nas ruas de Lisboa, mas ter tido conhecimento deste número devo-o ao Mago, que através de um post me levou a conhecer este lugar. Quando falamos da nossa idade a medida usada é o Ano, temos assim consciência que, acreditando nas estatísticas, já vivemos mais ou menos metade da média da faixa etária de quem vive na nossa região, mas ao trocar por dias, dá para assustar, já para não falar de horas... lembrei-me imediatamente, de um mail recebido há uns tempos, que comparava o tempo a um valor dado por um banco, era engraçado, mas já não me lembro o suficiente para o descrever, mas onde eu queria chegar ... que fiz eu deste valor imenso que me foi entregue? Esbanjei-o? Rentabilizei-o? Tirei a melhor rentabilidade possível?
Neste mesmo dia, e sem ligar à data, combinei um jantar com 9 amigos e amigas gente do tempo do liceu alguns já não via, há pelo menos 20 anos... foi muito, muito bom!
Por eles e por todos os outros Amigos que trago guardados bem fundo, acho que melhor taxa de não ia conseguir!


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2004/11/19

Questões para reflectir... e reflectir... 



Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da UE, nos termos da Constituição para a Europa?

Após uma manhã de análise, pois não temos licenciados por aqui, temos só uma questão. Quanto tempo temos mesmo para responder, às 3 questões?


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Já que ele quer continuar a presentear-nos com a sua brilhante presença, então que tal aproveitá-la fazendo um passeio para mostrar aos mais novos que o leite não vem do supermercado, e os ovos não nascem naquelas caixinhas engraçadas.
Ao mesmo tempo ficam com a ideia que o mundo não anda em volta do gameboy, da playstation ou do pc, então para os que estao na zona sul uma visita ao Monte selvagem, para os da zona norte um destino mais vasto indispensável, e inesquecível, o Douro.

Foto de: António Amen


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2004/11/18

Falta-me tempo... 




What's Your Magic Power?
Atenção senhores passageiros, este voo destina-se, ao local mais distante que a imaginação possa chegar...
Em vez da habitual sessão de video, podem ir lendo o poema "Angolano":

Ser angolano é meu fado, é meu castigo
branco eu sou e pois já não consigo
mudar jamais de cor ou condição...
Mas, será que tem cor ou coração?

Ser africano não é questão de cor
é sentimento, vocação, talvez amor.
Não é questão nem mesmo de bandeiras
de língua, de costumes ou maneiras...
A questão é de dentro, é sentimento

e nas parecenças de outras terras
longe das disputas e das guerras
encontro na distância esquecimento!
Neves e Sousa


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2004/11/17

Agora por Darfur 




20 anos passaram, desde a questão lançada por Bob Geldof "Do They Know It's Christmas?". A ele se juntariam alguns ilustres desconhecidos no "LiveAid" para lembrarem ao mundo, África. Gente como Madonna, Thompson Twins, Tina Turner, Mick Jagger,Bob Dylan, Keith Richard, Ron Wood. Led Zeppelin, Phil Collins, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Neil Young, Tom Petty, The Cars, Bryan Adams, Joan Baez, Beach Boys, Duran Duran, Paul McCartney, Adam Ant, Elvis Costello, BB King, Pretenders, Paul Young, Spandau Ballet, Cliff Richard, Bryan Ferry, Paul Weller, Alison Moyet, Ultravox, Howard Jones, Nik Kershaw, INXS, Queen, The Who, Status Quo, Boomtown Rats...
Saudades?!...
Então não deixem de comprar o DVD, agora por DARFUR. Lá também vai haver 25 de Dezembro, será Natal? Depende de nós!


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Assinala-se hoje o Dia Nacional do Não Fumador e, a este propósito, o Governo prepara-se para endurecer as medidas de protecção aos fumadores passivos... vai proibir o tabaco em bares, discotecas e em qualquer local de trabalho fechado.
Ouviu-se um suspiro de alívio, é só o tabaco!
Pois, sim. E quais vão ser as medidas de coacção? Prisão preventiva? Coima na certa!
Quem vai fiscalizar? A brigada anti-tabaco? E se eu não concordar recorro a nossa lesta justiça?
Cá para mim é mais uma norma que nasce e morre no papel.
Faz-me lembrar a tolerância zero... muita tesão no início...
Aqui pelo meu espaço, execercendo a autoridade advinda da categoria de ex-fumador implementei a lei, se quiserem fumar fumem, eu se quiser ouvir Ramones, ouço. Cada um polui com aquilo que gosta.


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2004/11/12

Um selo para as CERCI 




A Tribo já começou a "contribuir", vão ao Estaleiro, ou ao Tugir em Português seguindo o link da imagem, informem-se e façam a vossa parte, podem também criar um mail e enviar para a vossa lista de endereços.
Parabéns aos promotores da iniciativa, pode não dar resultado, mas como no anterior post, não podemos dizer que não tentamos.



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Cliquem na foto que vale a pena!...


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2004/11/11

Dia São Martinho 



Aqui está uma data cheia.
Dia de castanhas e água pé com fartura.
Nasceu Fiódor Dostoyevsky (1821), responsável pelos eternos romances, Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov , Os Possessos ... retenho das memórias de meu pai, este último, tinha gostado tanto de o ler, que o tinha consumido em 2 noites em que tinha esquecido o sono.
George Patton, nasce em 1885, talvez pela personalidade controversa, um dos meus heróis da 2ª Guerra, esteve na conquista do Norte de África, na Sicília, e no desembarque da Normandia.
Ainda falando de guerra mas agora da 1ª, foi também na madrugada deste dia, mas em 1918, que foi assinado o armistício por representantes alemães, a fase mais o esperada, o fim.
Em 1972 os EUA dão por terminada a sua participação directa na guerra do Vietname, suspiraram de alívio milhares de jovens.
Em 1975, o Alto-comissário português (eu diria melhor o baixo-comissário, tendo em conta os valores que o moveram, enquanto detentor do cargo) declara a independência de Angola, os combates agudizaram, já que o MPLA de Agostinho Neto, proclama em Luanda a República Popular de Angola e a UNITA de Jonas Savimbi e a FNLA de Holden Roberto proclamam o nascimento da República Democrática de Angola, ainda hoje o povo as paga.
Com as ex-colónias ainda como objecto, não esquecemos também que em 1977, a ONU condenou a invasão de Timor-Leste pela Indonésia. Só em 2002, com bastante orgulho meu e de todos os que estiveram envolvidos Timor se tornou independente, ainda alguém se lembrará do Lusitânia?
Vou comer umas castanhas, com copo de jerupiga, sim sou fino nada de água pé, e apesar das tentações do diabo, não vou escolher entre Tolstoi e Dostoyevsky, apesar da sequência demonstrar alguma preferência, vou continuar a ver passar os dias na esperança que os heróis da adolescência sejam mais pelos armistícios do que pelos confrontos.


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2004/11/10

O Dono... procura-se... 





Este carrito foi encontrado nas arcadas do Ministério das Finanças, como ao dito não deve pertencer, já que o Ministro responsável, não aceitou uma renovação de frota, aquando da 2ª tomada de posse, acreditando na imprensa que de tal fez grande alarde, então de quem será? A chapa é de Setembro...
A tribo desde já se predispõe, a guardá-lo, como se nosso fosse, (e não será?) se o dono não aparecer, e não tiver outro local para estacionar. É que vê-lo rebocado, não será agradável.


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2004/11/09

Causas das lembranças 



Nos primeiros passos pelo mundo do trabalho, assumi funções numa empresa de produtos alimentares. Estava-me atribuído a angariação e manutenção clientes e a distribuição de produtos, sendo o produto com maior circulação o cacau em pó, armazenado e distribuído em sacos de papel de 25 kg. As roupas a usar tinham forçosamente de ser distintas, já que ao fim de uma manhã de distribuição eu me tornava praticamente irreconhecível, diria quase intragável, dado o bronze cacauístico adquirido. Os contactos eram assim feitos por 2 eus distintos, um de fato (terno) gravata e sapatinho maneiro e o outro de ganga, t-shirt (camiseta), e ténis calçado, isto falando do invólucro já que o conteúdo era de reconhecida qualidade, digo eu que não sou suspeito. No entanto, este “introito” serve para vos contar o seguinte episódio.
Dias depois de ter feito uma entrega de início da manhã a um certo cliente, com o qual tive uma conversa prolongada, dirigi-me ao mesmo, agora com farda de comercial, após cumprimentá-lo esta era a segunda vez que o fazia, e das larachas do costume, blás, blás... tempo, qualidade do cacau e etc... o dito senhor diz-me, - Realmente, meu caro senhor dá gosto trabalhar convosco, já o rapazito que fez a entrega noutro dia, era uma simpatia!
Pois é, falava ele do meu irmão gémeo, rapazito, descarregou 1500 kg de cacau era rapazito, eu o da meia dúzia de larachas era o senhor.
Desde esse dia e já lá vão mais de 20 anos, nunca deixei de ser o rapazito, é que até hoje, gravata só em festas e por insistência absoluta da cara-metade, foi assim como a descoberta do elixir da juventude.
Fiquei com esta historinha atrás da orelha, após ter lido o post da Teacher - A Causa Perdida sobre a dignificação do trabalho, inerente está o Homem.
Se nos acasos da vida o "senhor" cliente ler este post, ficará a saber que eramos a mesma pessoa. Talvez!...


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15 anos depois de nos termos visto livres da vergonha de um muro na Europa assistimos à implementação de outro em redor da Cisjordânia.
À memória chegam-me as imagens do filme “O pianista”, para quem teve o privilégio de ver este filme, de certo terá presente a sequência do aprisionamento dos judeus nos goulags, os olhares perante o levantamento do muro... Será que a história não é fonte de aprendizagem.
Abaixo de mim havia uma estrada estreita, apinhada de palestinianos debaixo do sol ardente, 30 graus centígrados à sombra (mas não havia sombra), caminhando a custo até ao posto de controle militar. Muito em breve esta estrada será transformada. Será alargada a três faixas e reservada aos israelitas: de ambos os lados dela, um muro com 8 metros de altura será levantado. Permitirá aos colonos do vale do Jordão chegar a Tel-Aviv em cerca de uma hora. Os palestinianos que vivam de um e outro lado ficarão separados uns dos outros.” (Mapa)
Uri Avnery, jornalista

Não devo julgar a floresta por algumas árvores, não responsabilizo o povo israelita, até porque conheço alguns, melhor dizendo, todos os que conheço são contra as medidas, preconizadas por este governo. Através deles sinto crescer a esperança que a queda deste, e do pensamento que lhe deu origem, seja bem mais lesta, que a festejada hoje.


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2004/11/05

Viagens na rede 



Como já tenho feito em outras 6ª feiras, deixo aqui, vou apelidar de propostas de percursos, na rede para um fim de semana relaxante, então aqui vai a primeira para quem gosta de cinema, ainda se lembram daquela velha frase do Lauro Dérmio, "look at the trailer", neste local podem encontrar todos os trailers, tanto dos filmes que estrearam há pouco como dos que estão para estrear, The MovieBox.Net


Para as tribos que não dispensam, a companhia da máquina fotográfica e mesmo para as outras que gostam de deixar a imaginação viajar pelas imagens

Divirtam-se!


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2004/11/04

Desespero pós-eleitoral? 




Segundo noticia a CNN, já começou a fuga dos EUA. Em LOS ANGELES, California um homem de 31 anos ao ver recusado um bilhete para a Austrália, talvez por ser o continente mais próximo que encontrou, fez uma sessão de strip, em pelota correu para a pista e subiu para a roda de um jumbo da Qantas que iniciava o movimento de partida. Os pilotos pararam o avião tendo o homem sido preso...
Eu também não simpatizo com o Bush, até fiquei preocupado com a vitória, mas até ao ponto de me despir em público...



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Nem tiveram coragem para assumir que acabavam com o FEIRA FRANCA: interromperam a sua emissão a pretexto de umas férias que querem sem regresso. E agora ameaçam despedir Rui Dias José, responsável há mais de 10 anos por aquele Programa.
Uma morte anunciada já em Abril do ano passado. Nessa altura não contaram com a reacção de tanta gente (dos mais variados sectores da vida portuguesa) em defesa da Festa da Rádio e do direito de querer que nos contem este país e este povo. Tiveram de recuar... Mas, depois - empurrando o programa para horas impróprias - quiseram obrigar Rui Dias José a ser ele a sair do terreno.Como podem agora pretender que uma luta em defesa do FEIRA FRANCA e do Serviço Público de Rádio possa ter contornos de algum tipo de deslealdade para com a RDP? Quando era o prestígio e a imagem de utilidade pública daquela empresa que Rui Dias José estava a defender...!!!
No ano passado, em poucos dias, mais de um milhar de pessoas subscreveu um abaixo-assinado que denunciava e (rejeitava) a intenção de:
"(...) matar o único programa de rádio que todas as semanas percorre uma terra de Língua Portuguesa. E que, em directo integral e ao vivo, viaja sons, músicas, sonhos, projectos, artes e sabores da Lusofonia. E que... é uma festa (num largo ou numa praça) sempre com muita gente à volta. E que... dá a palavra ao Portugal que habita fora dos grandes centros de decisão política e económica. E que... assume os valores das terras e das gentes, misturando canções da etnografia, com os acordes das bandas, os sons eruditos, o rock ou o jazz, as vozes dos corais, as palavras da poesia popular e os gestos das artes tradicionais..."
Um ano depois, tudo volta a ser verdade:
"Com um País cada vez mais confundido/associado às emanações do Conselho de Ministros (e leves derivações a São Bento e a Belém), com os cidadão cada vez mais arredados da participação e da intervenção política e social, a RDP surge apostada em calar o único espaço que – fugindo à padronização e homogeneização de comportamentos com que se pretende esmagar a multiplicidade e a riqueza cultural das diversas formas de ser Portugal - aposta em reencontrar sentidos de alegria e festa neste rectângulo da Europa do sul, nas ilhas atlânticas ou nos rostos e vozes que são a diáspora lusa."
Mas agora a situação é mais grave: a RDP além de acabar com o FEIRA FRANCA quer ainda despedir o autor do Programa. Não podemos por isso calar o nosso protesto, denunciamos a perseguição sistemática a que tem vindo a ser sujeito Rui Dias José e tornamos pública a nossa rejeição contra qualquer intenção de despedimento.
Somos cidadão deste país, pagamos impostos, pagamos até a taxa de Radiodifusão, suportamos os custos de funcionamento da RDP, temos direito cívico a resistir a mais estes atentados contra a cultura e a identidade nacionais e a exigir que respeitem o sentir e a vontade de milhões de portugueses.
Queremos que o FEIRA FRANCA nos continue a levar nas suas viagens pela Alma, pelo Imaginário e pela Festa das comunidades que (dentro e fora de fronteiras) fazem e constróem este país. Queremos poder contar com uma Festa da Rádio que celebra a diversidade e a unidade dos sentimentos nacionais.

Este apelo chegou ontem à minha caixa de correio, se nunca ouviram este programa perderam, se ainda querem ter uma oportunidade de o ouvir, façam alguma coisa, como por exemplo assinar a petição online, dirigida à administração da RDP.



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2004/11/03

Coisas do diabo... 



"(...) À medida que a angústia aumenta numa sociedade, vemos que os cargos estranhos são criados. Aparece um sem número de profissões e de ocupações paralelas que absorvem a consciência e a maturação efectiva. Portugal é, de certa maneira, um campo de ensaio onde se testa o progresso da tendência a ser-se mais consciente. Por um lado, a maturação afectiva que depende da força moral personalizada e não projectada pelo preconceito da organização social. Por outro, a soberania duma razão ainda fundada no direito que foi notabilizado pelas evidências fictícias e as ideologias em função de poder. Tudo isto exige muito mais que simples pensamentos estereotipados ou convenções nulas que operam estatutos deficientes. A sociedade não funciona como tal, pois os modelos de comportamento recíproco entre indivíduos ou grupos estão completamente desarmados do seu comportamento normativo.
No caso português, é flagrante: o passado parece-nos mais fácil viragem do que admitirmos conceitos novos e um empenhamento da alma colectiva noutros caminhos e instituições. É pena. Onde estão os mágicos do meu país estranho que não vêm magicar? Deitando às ortigas a angústia de culpabilidade que nos está a roer a pele, o osso e os vícios. Pelo que o diabo deserta, e a inteligência emigrará com ele."
Agustina Bessa-Luís
In Jornal de Letras n.º 74, Dezembro de 1983

Escrito há 21 anos, quem diria?!...

Como nota de rodapé, lembro que Agustina foi prémio Camões 2004, e festejou os seus 82 anos, em 15 de Outubro.
O tempo passa demasiado depressa... mesmo para os eternos.


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2004/11/02

Eleições 



Como diria o Grande Chefe, os caras-pálidas vão escolher o já escolhido!
Amanhã, ganhe quem ganhar, se as coisas correrem mal, ou menos bem, não vão encontrar ninguém que nele tenha votado.
Lá longe do outro lado do mar, mais uma vez, perto de 100 milhões, decidem, sem se darem conta da importância desse acto, quem tem o poder de aterrorizar, ajudar, destruir, melhorar ... a vida de gente tão distante ou tão próxima quanto o simples gesto, ou frase pode alterar o destino.
Esperando que os espíritos dos grandes chefes iluminem, a vontade deste povo, trazendo de novo a América dos sonhos...


I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal." I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slaveowners will be able to sit down together at a table of brotherhood. I have a dream that one day even the state of Mississippi, a desert state, sweltering with the heat of injustice and oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice. I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
I have a dream today.
Martin Luther King, Jr.


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